conhecendo alemanha hamburgo blog do math

Nem nos meus sonhos mais loucos imaginei conhecer a Europa começando por Hamburgo, um lugar não tão conhecido assim...
Mas a vida, meus amores, ela é realmente uma caixinha de surpresas e coloca a gente em situações totalmente fora do que a gente pode calcular...

Passamos por 3 pontos diferentes durante a viagem e, não sei porque, mas criei na minha cabeça um jeito metafórico de descrever o que senti em cada um dos lugares, associando cada uma das cidades a uma persona.

Talvez esse seja o jeito do meu cérebro de pensar em como descrever o que eu senti durante a experiência e o que refleti após voltar pra casa.
O óbvio e literal vocês já viram nos dois vídeos que coloquei no ar no canal...




O que tentei colocar aqui foi o que vai ficar guardado no coração e vai ser assim que vou lembrar de Hamburgo até, quem sabe, voltar lá mais uma vez.


Hamburgo, pra mim, é uma senhora..
De meia idade, talvez.

De cara, ela me parece uma mistura de estilo clássico com casual.
Silenciosa, quase introspectiva, ela se veste em tons neutros: marrom, cinza, off white.
E eu sou um ser visual, então essa "avaliação" inicial pelo visual é inevitável.

Depois de algumas palavras e olhares trocados, eu percebo que, na verdade, ela é bem contemporânea, até.
Mas até aqui, parece que meu "julgamento" não foi totalmente equivocado, pois a sua aparência e seus gestos não negam que ela tem laços e raízes muito bem estabelecidos e faz questão de preservá-los.

Olhando assim, por alto, eu até diria que ela é virginiana.
Tudo nela é tão bem alinhado que eu não consigo pensar em outra palavra a não ser "distinta".

"Sim, tem que passar na faixa de pedestre e mesmo que não tenha carro vindo, se o semáforo estiver fechado, as pessoas esperam"...
Dá pra ser mais virginiano que isso?

As primeiras trocas de olhares intimidam.
É um olhar profundo, daqueles que parecem encarar você por dentro.
Talvez seja porque sua íris é tão azul quanto eu não tô habituado a ver.
Mas também pode ser uma forma de observar o novo, o diferente -da mesma forma como eu estou observando, de cima a baixo...

Mas calma, é só o primeiro contato...
Respira devagar, menino!

Deixo que ela faça as honras da casa e, a partir de toda a sua funcionalidade moldada por um meio onde as coisas seguem um fluxo natural, à sua maneira, ela puxa um papo e, quando menos imagino, já estamos caminhando e conversando há um bom tempo.

Ih, olha só... Nossos passos já estão até alinhados no mesmo ritmo.

O ponto final da primeira caminhada juntos, é em sua casa e percebo que é ótimo estar dentro de casa depois de uma caminhada do lado de fora com temperaturas tão baixas.
E contra uma pessoa que oferece algo pra te aquecer num dia frio, não há absolutamente nada que se possa dizer, apenas agradecer.
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Na manhã seguinte, ela prepara um café da manhã bem autêntico.
O tempero de tudo é o bom papo rolando.
Quem diria, menina... parece até outra pessoa.
O receio inicial passou e eu tô bem a vontade.
O café tá ótimo e o papo também.
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A gente bate papo, dá uma volta, mais uma e quando menos imagina, a tempo passou e a despedida é marcada por um abraço em quem, agora, é uma nova amiga.

Sim, ela tem mesmo meia idade, mas agora eu já percebi que ela não é rígida como parecia.
E que a idade tá na nossa cabeça, realmente...
Ela simplesmente enxerga algumas coisas de forma um pouco diferente do que eu tô habituado, mas se nem os dedos da mão são iguais, então tá tudo bem.

Eu não gosto de despedidas.
Ela é prática.
Então a gente faz isso de uma forma rápida, para que não seja doído.

Um beijo e um abraço, um "até a próxima" e toda uma aventura se passou e me modificou de forma tão rápida e intensa que eu sequer tive tempo para pensar.


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Estar do outro lado do mundo é isso: observar, sentir, refletir e entender tudo o que se passa só depois de um tempo, quando estiver fuçando as fotos e perceber que está sentindo um "quentinho" tomando conta do coração.
E é aí que a senhora fria do primeiro momento já não existe mais.
Ela é, agora, praticamente uma tia querida, que, sim, se veste de cores neutras e formas simples, mas sabe abraçar, acolher e te deixar a vontade para sair e voltar quando quiser.

Obrigado, dona Hamburgo.

Nos vemos por aí...

P.s.: obrigado por me deixar tão a vontade a ponto de colocar em prática coisas antes inimagináveis pra mim, como andar sozinho numa cidade completamente desconhecida (principalmente estando em outro continente) e falar inglês, sem medo de ser julgado.

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