Essa é minha época favorita do ano aqui em Brasília: a temporada de chuva já passou, a grama tá verdinha em todos os lugares e tem sol, mas não faz calor (na verdade, dependendo da hora do dia, faz até um friozinho bem gostoso), ou seja, é o momento ideal para a temporada de picnics. YAAAAY!
 Eu já nem me lembrava há quanto tempo não fazia um picnic desses bem caprichados (e do lado de fora, porque na páscoa teve picnic indoor bem fofinho, quem lembra?) e resolvi tirar tudo do armário e montar uma mesa bem bonita pra curtir no fim de semana.
Quem me acompanha lá no instastories (já me segue no instagram? É @mathdoblog) acompanhou tudo de perto, inclusive o famigerado desespero por não encontrar uma toalha bonita pra forrar o chão e o improviso de um DIY que deu super certo e vocês podem conferir aqui nas fotos...
 Uma coisa já estava clara na minha cabeça desde o começo: eu queria frescor, cores vibrantes e zero afetação. Nada muito romântico ou retrozinho, caricato, sabe?
Porque eu sou contra? Não, porque eu já fiz isso demais na vida e enjoei, hahaha.

Eu sempre falo aqui sobre a gente ter coragem e experimentar coisas novas e é exatamente isso que resume essa fase da minha vida: quero novidades, quero coisas diferentes, novos cheiros, novas texturas, novas ideias e, porque não (?), novas cores também!
 Minha principal inspiração para esse picnic foi esse post do DESIGNLOVEFEST (que apareceu aqui no blog junto com meus outros blogs gringos favoritos), falando da reforma que a Bri fez no pátio da casa dela, em LA.
Achei tão fantástico que fiquei com vontade de entrar na tela imediatamente. Como isso ainda não é tecnologicamente possível, rs, resolvi reproduzir por aqui algo que me transmitisse um pouco da sensação que tive ao ver as fotos: leveza, delicadeza, frescor, conforto...
 Nesse momento, a gente pode até abrir um pequeno parênteses no post para falar sobre cópia vs. inspiração: se você clicou no link do post da Bri, com certeza percebeu que não tem absolutamente nada aqui nesse post que seja igual ao do DLF.
Isso é o que eu chamo de inspiração: adaptar para a sua realidade, com os meios e recursos disponíveis, algo que tenha alguma conexão (real ou imaginária) com algo que te deixou feliz, empolgado, inspirado...
 Nesse caso, o que me inspirou no pátio da Bri foi (como eu já disse umas vinte vezes nesse post) o frescor e a leveza de uma área que parece ser extremamente confortável e delicinha de se estar por algumas horas...
Tem rosa, mas não soa infantil (bjs, princess Raquel). É feminino, mas passa longe da afetação e é muito verão, gente!
Isso porque as formas são simples e tudo tem uma pegada bem contemporânea, exatamente o que eu tentei trazer para o picnic.
 Começando pela escolha dos elementos da mesa: peças com uma pitada de cor (bold, por favor) e formas simples, sem frufru, sem ornamentos mil, até porque as estrelas da vez foram as comidinhas mesmo, com destaque para as flores comestíveis e as minhas frutas favoritas do momento: pitaya e grapefruit (ou pomelo rosa, como eu conheci em Buenos Aires).
Eu queria que essa mistura desse o tom, misturando uma vibe "verão" com uma pegada bem feminina ao mesmo tempo.
Foi dessa mistura, inclusive, que surgiram os arranjos nas frutas, ideia maravilhosa da Carol Calil, que adaptou a ideia dentro desses tons maravilhosos, que estavam no moodboard.

 Outra palavra muito importante em toda essa brincadeira era "conforto" e eu até falei sobre isso numa live da semana passada... não dá pra se sentir confortável estando sentado no chão por mais de 15 minutos, com dor na lombar e sem ter onde apoiar a comida...
Essa parte sempre me incomodou muito nos picnics, e a gente resolve com muitas, muitas almofadas! Mas não qualquer almofada: elas tem que estar à altura do tema escolhido e eu usei as da Moderno, que são produzidas aqui em Brasília com essa pegada toda moderninha que ajudou a compor e deixou tudo mais bonito e confortável.
 Mas e a outra parte do desconforto -de não ter onde apoiar a comida?
Muita gente acredita que realmente dá pra fazer um picnic levando só uma cestinha e eu sinto muito desapontar, mas não funciona, mores!
Na verdade, até funciona, em picnics breves e para dois, beeem reduzidinho mesmo (o que não era a ideia aqui, já que eu gosto muito de usar picnic como "desculpa" para encontrar os amigos)... mas pensem comigo: numa única cestinha não cabe toalha, almofadas, comidinhas, bebida e o que mais a gente gosta de carregar. É fisicamente impossível!

Até existem aquelas cestinhas (beeeeem caras) bem equipadas com louças, talheres e complementos por dentro, mas ali não cabe mais nada, ou seja, inevitavelmente, você vai ter que levar mais volumes.

O que eu faço? Geralmente levo tudo numa mala (a cestinha fica só para fins decorativos mesmo) e gosto de carregar uma chapa pequena de madeira (gosto de compensado porque é bem leve e baratinho) para transformar numa mesinha, que pode ter como base a própria mala ou um banquinho baixo, como esse das fotos, que é meu favorito -e eu uso sempre.

 É mais trabalhoso?
(  ) Sim
(  ) Claro
(X) Com certeza

Mas uma coisa que eu aprendi sobre picnics e sobre a vida: tudo que fica incrível no final dá um pouquinho mais de trabalho mesmo e eu faço com gosto, porque adoro ver e aproveitar depois de pronto!

Apenas para deixar claro, picnic simplão com toalhinha no chão continua valendo muito, viu!
O importante é a companhia e a dedicação que você empenhou pra fazer... as vezes, tirar 15 minutos do dia para passar na padaria correndo e comprar alguma coisa pronta significa muita coisa para pessoas com rotina extremamente cheia de trabalho, né...
Cada caso é um caso e o importante é aproveitar à sua maneira.
 Obviamente, tudo isso fica mais fácil se você estiver dividindo as tarefas com outras pessoas.
Essa parte de organizar o picnic também é uma delícia e geralmente as pessoas se empolgam.
Então dá pra fazer colaborativo e cada um leva alguma coisa (dividindo, inclusive, essa parte de banquinhos, almofadas, e afins).

Obviamente, se você mora em casa e tem um quintal, isso fica muuuuito mais fácil.
Mas eu não tenho quintal e aproveito os espaços verdes do bairro. Nesse caso, eu usei a pracinha da quadra mesmo -pra não ter que carregar as coisas para um lugar mais distante ;)
Ou seja, não tem motivo pra não fazer, rs.
Outra coisa muito importante para seu picnic ficar super lyndro/maravilhoso: se você reparar na mesa aqui em cima, vai notar que não tem nada exposto em embalagem "do mercado".
Apesar de dar um pouco mais de trabalho, eu também prefiro levar sempre pratos, bows suportes de casa, porque embalagem não ajuda muito e a mesa vira uma farofa visual sem fim...

Outra coisa que eu tenho preferido também é não usar descartáveis (ou usar o mínimo possível) para evitar o excesso de lixo no final. Quanto menos, melhor!
Pra não ter que carregar coisas muito pesadas e quebráveis, objetos de plástico e esmaltados super funcionam, nesse caso. Uma passadinha na loja de 1,99 resolve, basta fazer uma curadoria esperta!
 Aproveitando essa foto do bolo de laranja com "estampa" de bolinhas que a Thais Terra fez para o piconico, vamos falar um pouco sobre as comidinhas?
Todo mundo sabe que eu vivo à base comida trash, mas porque tem saladinha na mesa então?

Simples, migas: depois de fazer tantos picnics na vida, é bem fácil concluir que levar um monte de doces não funciona (só no editorial da Capricho ou da MAC, na verdade). Levar muitas coisinhas doces e decoradas é a primeira coisa que vem a cabeça, mas
1) toda a área enche de formiga em instantes, inevitavelmente
2) todo mundo fica enjoado e morrendo de sede alguns minutos depois (aproveita pra colocar água no checklist toda vez, tá?).

Como eu queria algo realmente leve e morria de vontade de fazer salada com flores comestíveis, substituí cupcakes, brigadeiros e afins por saladinha de folhas, frutas e flores e alguns sanduiches (é bom evitar molhos porque podem "azedar" depois de ficar algum tempo sem refrigeração).

Tenho aprendido com meus amigos veganos que comidas mais naturais podem ser muito gostosinhas, sim... acontece que a gente vem aprendendo ao longo dos últimos anos a comer tudo industrializado e com toneladas de sódio, o que condiciona a gente achar que só temos como opção comidas que "nascem" nas caixinhas, rs.
Não sou vegetariano/vegano (ainda, infelizmente), mas tenho me esforçado um pouquinho para romper com esse preconceito bobo em relação a comida e olha, acabei viciando em beringela por causa de uma amiga vegana que cozinha divinamente (e eu odiava beringela antes, viu...).

Fica aí a ideia para tentar algo mais leve no seu próximo picnic (mesmo que seja dividindo espaço com as gordices também, afinal, a gente não é de ferro, haha)!
 Como eu acho que já falei demais por hoje, vou deixar vocês com o restante das fotos desse sábado de manhã florido na pracinha:

picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

picnic torradas decoradas com flores comestiveis
picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

picnic colorido tropical arranjos florais com frutas

arranjos florais em frutas limão, melão, laranja
Infelizmente, eu não consegui gravar vídeo no sábado, mas prometo gravar um vídeo com mais dicas pra organizar um picnic bem babadêro em breve.
Espero que tenham gostado, que as dicas tenham ajudado (tem mais dicas nesse post aqui) e quero saber na caixinha de comentários o que vocês acharam, viu...
salada e torrada decorada com flores comestiveisAh, e não esquece de compartilhar com azamiga, né? Já aproveita a ocasião e convida a turma pra fazer um picnic, hehe!

Flores: Carol Calil
Almofadas e Mesa de Ferro: Moderno

Bjs do Math e até a próxima...

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