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Conheci o trabalho fotográfico (e cinematográfico) de Alex Prager ainda na faculdade.
De cara, sua narrativa estética me arrebatou, arrancou suspiros e ficou tatuada no meu coração, lá no cantinho onde guardo meus artistas favoritos.

O trabalho de Alex se destaca pela forma como ela capta emoção -com foco na melancolia- através do olhar. Expressão corporal e figurino retrô completam as histórias contadas através das lentes da moça americana de 36 anos, nascida em Los Angeles, que tem entre suas principais fontes de inspiração clássicos de Alfred Hitchcock e David Lynch (se você ainda não o conhece, recomendo fortemente que assista Veludo Azul. Tem no Netflix e os primeiros frames já são um tiro no coração e um grito na cara da sociedade, de tão maravilhosos que são. Daí dá pra entender um pouco melhor o trabalho da Alex, essa lynda).

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Alex destaca protagonistas femininas em seus trabalhos (talvez como uma homenagem a Cindy Sherman, outra de suas fontes de inspiração); para isso, a estética retrô e o figurino sempre impecável (garimpado em brechós) se encarregam de trazer um glamour melodramático e meio cine noir ao trabalho de Prager, algo que nos faz lembrar dos tempos do cinema mudo, porem aqui o preto e branco dão lugar a uma cartela de cores minuciosamente planejada.
Entre as inspirações de Alex, o sempre azul céu de L.A. marca presença na maioria de seus cliques (é só reparar: sempre tem um céu azul perfeito no fundo das fotos...); em entrevista para a Vanity Fair em setembro de 2010, ela disse que sua cidade é um estranho retrato da perfeição: "O céu está sempre azul e os pássaros estão sempre cantando, mas existe uma monotonia estranha no ar constantemente, o que é meio assustador e pode deixar qualquer pessoa maluca...".

Alex traduz para o seu trabalho a tal "monotonia estranha que paira sobre Los Angeles" em uma solidão perturbadora que se mescla com a delicadeza vinda do figurino e das cores em combinações que lembram a estética dos primeiros filmes em Technicolor.

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Além das fotos maravilhosas, Alex também dirige curtas. Aqui em baixo eu coloquei dois dos meus preferidos pra vocês conhecerem:

La Petite Mort para W Magazine


Despair

Alex não é uma profissional incrível?
Se você curtiu e quer conhecer mais do trabalho da moça, tem uma seleção bem organizadinha no site oficial dela. Infelizmente, ela não tem perfil no instagram. Eu adoraria ver registros do dia a dia dela por lá...

Alguém aí tem indicação de outros fotógrafos incríveis pra eu mostrar aqui no blog?
Não faz a sonsiane, hein... Compartilha aqui com a gente que eu vou adorar conhecer mais fotógrafos incríveis e compartilhar na tag "inspiração" aqui do blog.

Bjs do Math e até a próxima!

(Todas as imagens do Post são apenas reproduções do trabalho de Alex Prager, extraídas da internet -com algumas modificações para integrarem a linguagem do blog)

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