No comecinho desse ano eu executei um projeto desafiador do começo ao fim pra mim (que eu sequer imaginava que poderia fazer um dia): a decoração do batismo do Martin.

A idéia da Paloma -a mamãe do Martin- para o projeto desde o princípio era fugir dos elementos religiosos típicos na decoração, o que é maravilhoso, mas traz também a missão encontrar "substitutos" para criar a atmosfera desejada sem ter qualquer parâmetro, já que tudo o que encontramos no google quando se trata de batismo é sempre MUITO igual.

Depois de alguns momentos de conversa, a gente concluiu que a inspiração poderia vir de algo inusitado, mas que tinha tudo a ver com a história da família:  Pirenópolis -aquela cidadezinha com centro histórico fofo onde fizemos o editorial de carnaval e outros posts que eu já mostrei aqui.
A princípio, imaginamos fazer tudo em Pirenópolis, imaginando como seria lindo o batismo em uma igrejinha antiga, com estilo colonial -mas a logística ficava demasiadamente complicada e a gente concluiu que seria inviável.

Complicado de executar mas não impossível de acontecer, pensei eu com meus botões, enquanto matutava uma forma de viabilizar a nossa idéia, até que veio o estalo: não podemos ir até lá, mas talvez seja possível trazer um pouco da cidade pra cá e esse raciocínio guiou tudo o que veio a seguir.

Entre os recortes de tema, Pirenópolis representa a simplicidade e a importância dos momentos e do afeto que une a família;
As formas arquitetônicas da cidade e as cores da igreja matriz também se tornaram referência para a escolha de um mobiliário -com linhas mais simples e enxutas-, de materiais, texturas e também das comidinhas, entre outras coisas.

Além da parte arquitetônicas das construções históricas de Pirenópolis, a gente também queria levar para a capela -onde aconteceu a recepção- um clima de quintal de casa, trazendo um pouco de verde para dar mais vida e frescor.

A gente juntou tudo isso em uma decoração simples com um toque de sofisticação, mas sem afetação e nada caricato e o resultado, que você confere a seguir.

Quando a gente concluiu que realmente não seria possível fazer o batismo em Pirenópolis por questões de logística, eu comecei a pensar em como trazer um pouco da cidade e concluí que a melhor opção seria brincar com uma escala reduzida (tipo o que rola no clipe de Don't Lie, do Black Eyed Peas... lembra?), fazendo mini versões da Igreja Matriz e das casinhas (fiz tudo com papelão,  tinta e uma dose generosa de desespero, rs) que serviram para equilibrar as alturas na mesa e trouxeram um efeito parecido com o do clipe na hora das fotos da família -isso ficou mais claro nas fotos com mais pessoas, que eu não vou postar por uma questão de privacidade da família mesmo.
Na mistura de plantinhas pra deixar a decor mais viva, a gente decidiu colocar uma oliveira, que, apesar de não ser uma árvore tão comum por aqui (tanto que a gente teve um pouco de dificuldade em conseguir uma no formato adequado nas floriculturas), tem um significado muito especial, de perseverança e fidelidade, que orna muito bem com a ocasião.


Garrafinhas com arranjos verdes espalhados pela decor, apenas com folhas e hastes de algodão (idéia fofa da Paloma), que ajudaram a trazer vida e delicadeza para a decoração.

Sobre o bolo: a gente sabia que um bolo decorado não iria ornar com as cores, as texturas e a simplicidade da mesa, então optamos por um bolo simples -mas nada simples, rs- feito em uma forma cheia de detalhes e o mais incrível é quem, mesmo sem aquelas coberturas especiais, ele brilha e atrai o olhar ali na mesa.


Das coisas atípicas nos meus projetos que eu amei experimentar/trabalhar: escolhemos alguns passarinhos de madeira talhada pra trazer uma vibe de aconchego nos detalhes (madeira sempre traz esse clima, né) e usamos bastante vidro para compor os cantinhos.
Para as alturas na mesa, madeira, cerâmica com detalhes discretos em dourado, esmaltado e uma dose discretinha de azul, tudo por cima de uma toalha de linho em tom de areia, da casa da família mesmo -eu amo de paixão quando a gente consegue colocar coisas da vida e da rotina das pessoas nos projetos.
A produção também teve um tamanho reduzido, porque a recepção era propositalmente intimista e experimentar variações de formatos também é uma descoberta deliciosa.

Desafio dado, desafio cumprido: a gente amou o resultado e acho que o clima tava exatamente como a gente imaginou -leve, informal, despretensioso....


Muito obrigado Paloma e família por confiarem no meu trabalho mais uma vez :)
Fazer parte de um momento tão importante para a família tem um peso de responsabilidade que a gente dribla com muito carinho para chegar a um resultado que tenha, de fato, a ver com as pessoas envolvidas e isso é mágico!

Obrigado também às demais pessoas envolvidas que ajudaram o projeto a se tornar realidade:
Mobiliário e complementos: A Garimpeira e Dona Festeira
Fotografia: Alba Apen
Flores: Moça do Buquê

E se você gostou do projeto e quer um evento personalizado e pensado em detalhes do zero para a sua família, vamos conversar. Vou amar ouvir sua história e co-criar algo junto com você.
Me dá um oi em contato@blogdomath.com.br

Bjs do Math e até a próxima!

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