Desde que eu comecei esse blog, há pouco mais de 5 anos atrás, muita coisa já se passou pela minha cabeça: eu já sonhei em ser ryka e famosa por causa dele, já consegui excelentes oportunidades de trabalho, conheci pessoas (realmente) incríveis e pessoas bem babacas (tão babacas que eu tive que bloquear de todas as redes sociais e na vida real pra deixar a energia fluir novamente) e já me senti perdido por incontáveis vezes.
E isso está acontecendo de novo, dessa vez, dentro do meu inferno astral. Mas olha só que coisa boa, menina... Hahaha.

Semana passada eu comentei com o Sander que eu nunca tinha me sentido tão antisocial como estou me sentindo no momento e a verdade é que eu não tinha reparado o quanto isso é real até eu colocar pra fora. E conversando com um amigo por whatsapp e relatando o quanto estou me sentindo perdido novamente, ele me estimulou a escrever sobre isso, colocar pra fora e cá estou eu, abrindo novamente meu coração com vocês, meus bons amigos de interwebs.

Diferente de todos os outros momentos em que eu me senti perdido dentro da história do blog, agora não se trata de algo profissional. Hoje, mais do que em qualquer outro momento da minha vida, eu sei o valor do meu trabalho e sei exatamente onde posso ajudar e agregar valor na vida das pessoas e, principalmente, sei o valor do meu trabalho.
E isso não aconteceu do dia pra noite: foi um processo árduo, suado, sofrido.
Quantas vezes eu tive experiências (literalmente) traumatizantes que me deixaram mal por dias e dias por não saber valorizar o que eu faço, por dizer sim no momento em que claramente eu deveria ter dito não, por medo de perder uma "oportunidade" de fazer o nome no mercado.
Bem, essa fase passou e, se você estiver passando por ela e eu puder te ajudar de alguma forma, podemos marcar um café. E eu tô falando seríssimo sobre isso, tá?
Eu me sinto muito feliz em conversar com as pessoas e essa é outra coisa sobre a qual eu NÃO me sinto perdido: sobre meus princípios e valores, sobre a pessoa como eu quero ser reconhecido pelo próximo, inclusive você, que está do outro lado da tela tendo essa conversa tipo monólogo comigo (que pode deixar de ser um monólogo na caixinha de comentários aqui em baixo. Eu vou adorar saber sua opinião sobre essa porra toda, hahaha): com o passar do tempo, eu percebi que a minha vontade de ser uma estrela de internet cedeu lugar ao desejo de ser uma pessoa reconhecida por estar sempre em busca de conhecimento e por entregar sempre o seu melhor, de ser amigo das pessoas e não um ídolo.

Acho que isso, boa parte de vocês já sabe.
Eu não consigo aceitar muito bem a ideia de ter fãs porque eu acho essa relação muito hierárquica e acabo sempre transformando essa admiração online em amizade real e várias seguidoras que conversam comigo sobre vários assuntos via DM ou whatsapp sabem que isso é verdade.
A desconstrução de um ideal de estrelismo foi também gradativa e cedeu lugar para essa ideia de relação pessoal direta que me torna mais feliz hoje, sabe?
Eu acho que a internet está, sim, cada vez mais profissional e a gente tem que ralar muito e cada dia mais para ter um espaço aqui no meio dessa constelação de egos inflados, mas a coisa não precisa ser levada tão a sério, a ponto de abrirmos mão de nossos valores.

Se eu estivesse em uma multinacional exercendo um cargo alto, possivelmente eu não gostaria de me sentir superior a um colega da mesma empresa apenas por conta de um cargo, porque isso tem que ser assim na internet?

E é bem aí onde eu tô me sentindo perdido: o que tá acontecendo com a gente?
Eu estudo muito, o tempo inteiro; sobre internet, comportamento e afins, pra saber o que eu tô fazendo e chegou a um ponto onde tanta informação talvez esteja me deixando mais confuso... talvez porque eu não esteja me permitindo ter o distanciamento necessário para ver tudo de forma mais aberta, ou talvez porque, no fundo, esteja todo mundo um pouco perdido mesmo.

Eu tenho sentido cada vez menos identificação com o ambiente virtual de forma geral e me pergunto constantemente se isso é apenas comigo.
Só eu que me sinto um pouco revoltado ao ver gente com conteúdo tão razo ganhando muito dinheiro apenas para deixar as pessoas anestesiadas durante alguns minutos de um vídeo que não diz nada com nada no YouTube?
Estaria eu sendo recalcado?
Ou estaria eu tentando encontrar um jeito de me manter fiel aos meus princípios e de trabalhar fazendo o que eu gosto e agregando algo de valor na vida das pessoas?

Não sei ainda, nem sei quando vou saber.
Mas tá ficando cada vez mais difícil acompanhar a minha home nas redes sociais (dominadas por Mark-não-sabe-brincar-de-internet-Zuckerberg), que insistem em sugerir essa enchente de ausência de conteúdo.
Acontece que eu trabalho com isso, essa é minha vida e simplesmente desligar o computador e fugir não é exatamente uma opção, ao passo que também não é opção (nem meu desejo, longe disso) tornar a internet em um grande fórum de intelectuais com papo cabeça por todo o lado e abolir o entretenimento, as piadas e similares, afinal, extremismo não leva a lugar nenhum e é, no mínimo justo, que se tenha conteúdo leve e divertido para compensar a dureza da vida real.

Então, como lidar com essa frustração por tanta falta de reflexão, com tanta preguiça de ler um artigo sobre um assunto relevante e com tanta gente achando que sabe tudo sobre um assunto ou que pode jugar o outro só porque viu uma foto no instagram e fez uma leitura aleatória sobre ela?

Por favor, me digam se só eu tô me sentindo assim, perdido e desejando que essa chegada de saturno e sua promessa de derrubar máscaras seja real... porque eu quero muito me sentir animado e estimulado a fazer o que eu amo, sem ter que "competir" de forma tão injusta com esse mar de aleatoriedades ocas.

Bjs do Math e até a próxima!

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