Voltando a falar de lugares inspiradores que eu ainda não conheço mas já considero pakas, hoje eu preciso dividir com vocês o Paris New York, uma hamburgueria parisiense que é tipo o projeto em estilo industrial mais lindo EVER.

Não me lembro ao certo onde vi o PNY pela primeira vez. Só lembro que foi no insta e quando vi, dei uma surtada básica.
Eu sempre gostei de estética vintage e esse visual industrial meio antigão que ~tá na moda~ é bem legal, mas eu não conseguia me identificar 100% porque gosto de ambientes claros e bem iluminados, algo que geralmente os ambientes nesse estilo não são e o PNY é exatamente a mistura entre industrial e fofo que estava faltando para a tendenssa fazer sentido *na minha cabeça*.


O Paris New York poderia ser todo preto, branco e vermelho, por exemplo, e seria apenas mais um estabelecimento comercial seguindo o fluxo da tendência que é o último grito da moda em decoração, mas a originalidade veio através do uso de cores inusitadas para um projeto dentro desse padrão estético, e é aí que a mágica acontece: eu me imagino por horas ali dentro batendo papo depois de uma refeição -e isso só acontece quando rola aquela magia da experiência sensorial através de uma ligação afetiva pelo visual.

O lugar é tão simples que não tem muito o que explicar. Basta dar uma olhada pra ver que eu fiquei mortificada pelas cores, obviamente. E muito apaixonado pelos bancos tipo bandeijão comunitário ou restaurante de faculdade de filme americano, só que fofíneo.


E o que a gente pode extrair do PNY para a vida real e usar no dia a dia?

1. Qualquer ambiente/objeto pode ter a cara que você quiser basta saber enxergar o potencial e tentar pensar fora da caixinha, SEMPRE!

2. Nem tudo precisa ser tão certinho e polido sempre; talvez você tenha uma preciosidade ao seu lado e nem perceba -porque está ocupad@ demais procurando algo novo, fabricado.
O PNY prova isso ao usar uma base totalmente envelhecida e desgastada pelo tempo sem tentar disfarçar -pelo contrário, tirando o máximo proveito disso para equilibrar o visual; e o mais legal é que dá pra ver que o lugar realmente tinha aquela cara, que não tentaram criar um efeito envelhecido fake -que é o que eu mais gosto, porque tem história de verdade.

3. Menos é mais: formas simples podem, sim, ter cara fofa.
Não precisa ser rococó e ter cara de bistrô antigo pra ser uma gracinha.

4. Acabamento é tudo e uma vez que você já estiver consciente que a simplicidade e o minimalismo não significam ausência de personalidade num ambiente, o próximo passo é considerar que se você vai querer um ambiente com menos informações, qualquer ponto, por si só, chama a atenção e merece um investimento a mais.
A fórmula é simples: ao invés de comprar várias coisas para compor o ambiente, você vai concentrar o investimento em poucos e bons.


Não sou dos que seguem tendências ou que acredita no "tem que ter" das revistas e programas de TV, mas existe uma coisa chamada inconsciente coletivo, que é quando várias pessoas desejam a mesma coisa -mesmo que não haja uma conexão direta e/ou pessoal entre elas-, o que acontece de forma cada vez mais recorrente hoje em dia, por causa da internet (pinterest, instagram e blogs são os principais responsáveis por isso, hahaha) e independente de ser moda ou não, eu já vinha sentindo há algum tempo a necessidade de simplificar algumas coisas aqui em casa e já comecei a mudança, que está indo no seu ritmo natural -e sim, tem um toque sutil de estilo industrial, mas com jeitinho de Barbie Guél, como o PNY - e assim que estiver pronto, mostro antes e depois pra vocês!

Agora quero saber o que vocês acharam do lugar e quem topa marcar um lancho comigo lá no Paris New York mais tarde, nos meus sonhos.

Bjs do Math e até a próxima!

Fotos: David Foessel via KNSTRCT

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