Hoje faz exatamente 2 semanas que voltei de viagem. Aahhh (suspiros), que saudade...
Fiquei quase 2 semanas fora, passando por Buenos Aires, Montevidéu e Colonia del Sacramento.
Muita coisa me cativou e eu queria compartilhar com vocês um pouco do que vi, o que mais gostei e dicas que podem ser úteis pra quem pretende ir aos mesmos lugares, afinal, eu pude contar com várias dicas amigas pra montar o roteiro (na verdade, quem montou foi o Sander, meu namorado; eu apenas indiquei os lugares que queria ir).

Como a viagem foi um pouquinho longa, dividi os posts (pra não ficar tipo post enciclopédia) da seguinte forma: 3 posts sobre a Argentina (roteiro turístico, comida e compras) e 2 sobre o Uruguai (Montevidéu e Colonia del Sacramento <3).

#ComoFoi?
Geralmente, entro no avião, durmo um pouco e quando acordo, estranho o fato de estar tão longe em tão pouco tempo.
Só percebo que realmente cheguei num lugar novo quando ando pelas ruas, observando as pessoas e o local. Nesse aspecto, BUE me surpreendeu muito positivamente: logo notei que o lugar é adepto de charmes e frufrus do design.
Assim que saímos do hotel, me deparei com lousas nas calçadas das lojas com mensagens de boas vindas e menus muito bem ilustrados com giz (Morri de amor!). E gente muito bonita e bem vestida...   um colírio para os olhos!

Onde ficamos:
Ficamos no bairro da Recoleta, um lugar super fofo, aconchegante, muito bem cuidado e seguro, num hotel localizado entre o Shopping Recoleta Mall e o Cemitério lindão da Recoleta. Valeu a pena porque o deslocamento pra todos os lugares foi bem tranquilo. É relativamente perto do centro, mas acabamos indo praticamente todos os dias pra Palermo, que é onde ficam os points mais legais da viagem, rs.

Dia 1:

Chegamos na terça-feira à tarde, e logo saímos pra explorar os arredores pra resolver duas questões burocráticas importantes: providenciar um chip local pra usar no celular (Usamos Movistar, porque é a que tem mais lojas, logo, está mais acessível por lá. A qualidade da 3G não é tipo incrível -consegue ser pior que a do Brasil!-, mas também não custa caro) e um SUBE, que é o cartão usado pra pagar tarifas de ônibus e metrô na cidade. Dizem por aí que é super difícil conseguir um desse, que tem que se cadastrar, esperar uma semana e blá blá blá, mas a gente comprou com a maior facilidade do mundo, numa banca de revista no meio da rua e fizemos a recarga logo em seguida, numa estação do metrô.

Antes de prosseguir, preciso dizer que o Sander é busólogo, portanto conhecer ônibus de outros lugares pra ele é como estar num playground. E todo o nosso deslocamento na cidade foi feito via ônibus ou metrô, afinal, ele já sabia as linhas decoradas antes da viagem!
Acho válido também citar que os ônibus de Buenos Aires, apesar de alguns serem antigos, são super limpos e muito bem cuidados. Absolutamente nenhum transtorno utilizá-los.
Pelo contrário, foi um alívio não se preocupar em ser passado pra trás por taxistas espertalhões, muito populares por lá.

Bem, feito isso (e depois de passar numa Zara logo no primeiro dia, porque não sou de ferro!), aproveitamos que estávamos por perto pra conhecer a Livraria El Ateneo, que fica num prédio histórico muito bonito, onde já existiu um teatro. Pra quem é realmente apaixonado por livros e sabe espanhol, um parque de diversões -não é o meu caso!
Vale uma passadinha rápida pra conhecer.

Dia 2:

O segundo dia foi dia de andar de bicicleta!
Descobrimos que lá tem um esquema parecido com o aluguel de bicicletas que rola aqui no Brasil, com um bônus: é possível pagar por um tour guiado pra conhecer a cidade sobre duas rodas.
O ideal é dar uma passada no local antes (na Recoleta, o ponto é o Buenos Aires Design, que fica ao lado do cemitério, ou seja, estava pertinho da gente!) pra confirmar a disponibilidade e os horários do tour.

Vou confessar que fiquei um pouco tenso e não estava totalmente aberto à ideia de pedalar numa cidade desconhecida, mas aceitei, fui e tudo correu super bem; a cidade tem muitas ciclovias e espaço reservado pra ciclistas nas principais vias (Invejinha branca dos hermanos!), além de que a cidade é bem plana, portanto a maior parte do passeio nem chega a ser cansativa.

Passamos por vários pontos, e o primeiro deles foi o Parque de La Flor, esse da foto acima, que tem essa flor dentro de um espelho d'água. A flor em questão foi custeada totalmente por seu criador, e possuía um mecanismo que a fazia abrir durante a manhã e fechar ao fim do dia, mecanismo esse que deixou de funcionar há cerca de três anos, o que não altera em nada a beleza e genialidade do projeto.
Depois disso, seguimos pra outros lugares que retornamos depois pra curtir com mais calma, e que serão citados a seguir.

Optamos pelo tour com as bicicletas do Itaú, mas a cidade é cheia de postos de bicicletas amarelas, criados pelo governo da cidade, pra incentivar o uso das magrelas pelos moradores e turistas.
O tour tem duração média de 3hs e meia, e custa  AR$250 (aproximadamente R$ 65, mas clientes do Itaú, inclusive do Brasil, levam 2 pelo preço de 1).


Não vou negar que estava enferrujado, rs. Há muito tempo não pedalava, e, depois do tour guiado, fomos pro hotel, pois eu precisava descansar um pouco. Logo anoiteceu, e o roteiro continuou só no dia seguinte, quando fomos ao Cemitério da Recoleta.

Dia 3
Eu nunca tinha ido a um cemitério na vida, e tava super em dúvida se iria nesse ou não, afinal, eu acho que viagem é pra se divertir, celebrar a vida, o que não é muito compatível com uma visita ao cemitério. Mas mudei de idéia assim que demos a primeira volta nos arredores e percebi como havia beleza nesse lugar!

São muitos túmulos (hoje, usados apenas por pessoas com po$$es) bem trabalhados na ostentação ornamentação. Tem tanto anjo lindo lá que dá vontade de sair catando alguns pra trazer pra casa. Pensando bem, melhor não. Não quero esbarrar com o fantasma da Evita no meio da noite. Rs. Aliás, por falar em Evita, achei o túmulo dela bem sem graça, viu... Tanto que nem fotografei!
Os que ficam bem nos fundos é que são realmente bonitos e imponentes...

Depois do tour no cemitério, fomos rever a Plaza de Mayo, dessa vez sem pressa (o tour de bike passou por lá, mas não deu pra observar direito).

Apesar de não ser -definitivamente- o ponto turístico mais atraente da cidade, consideramos uma passagem obrigatória (o Sander considera mais que eu). Não entramos na casa, porque eu já havia lido anteriormente que não há absolutamente nada de interessante lá dentro, o que comprova minha tese: é só um ponto obrigarório pra tirar uma foto e dar tchau.

Pra quem curte arquitetura, tem outros prédios bem bonitos em volta da praça, como o Banco de la Nación e a Catedral, que fazem valer a passagem por lá. Não muito distante dali, outro ponto obrigatório, porém não muito interessante: o Obelisco.

Dia 4
Ah, o Caminito...
Todo mundo que tava sabendo da viagem comentou que eu não podia deixar de ir a esse lugar e que eu ia adorar tudo.

Parabéns! Vocês acertaram.

Gente, apenas uma palavra define essa parte do post: paixão.

É uma salada kitsch de cor e textura que simplesmente não tem como resistir. Não sei exatamente qual foi o meu momento preferido da viagem, mas tenho certeza que esse dia tá bem no topo da lista! Meus olhos brilhavam a cada cantinho que eu observava. O mais legal de tudo é imaginar de onde vem a criatividade dessa galera pra combinar essas cores e etc de forma tão harmônica. Quero workshop com os tios do Caminito pra já, viu?

Bem, acho que me empolguei demais, mas preciso dizer que o lugar não é muito grande, é cheio de turista o tempo inteiro, e em cada esquina tem umas moças pedindo pra tirar foto simulando que estão dançando tango com você. Pros mais desavisados, eles cobram por isso, tá?

La Bombonera
Depois de eu curtir muito o Caminito, aproveitamos pra conhecer o La Bombonera, que fica a umas 2 quadras do Caminito.

Bom, é um estádio. De futebol. Rs. Não é exatamente uma das minhas áreas de interesse, mas sou muito sincero em dizer que a visita é bem interessante. Lá dentro tem um museu que conta a história do time, e no tour guiado, é possível sentar na área VIP da arquibancada, algo praticamente impossível de acontecer durante um jogo, caso você não seja sócio-torcedor do Boca Juniors, além de visitar o vestiário, sala de imprensa e afins.

Dia 5
Sábado, manhã ensolarada, fomos ao Teatro Colón, o segundo com a melhor acústica do mundo (e com uma arquitetura e decoração bapho!). O guia, muito divertido e caricato, explicou toda a saga de construção do Teatro e falou de toda gente famosa que já passou por lá. O passeio vale muito a pena e não dura mais que uma hora (AR$ 130 por pessoa, aproximadamente R$ 35).

Dia 6
Já estava definido antecipadamente que o domingo a tardinha seria dedicado a Puerto Madero, pra gente assistir ao por do sol no último dia em Bue.
Já havíamos passado lá durante o tour de bicicleta também, mas, como todo mundo recomenda visitar o lugar a noite, resolvemos acatar as sugestões e fomos.

Posso dizer apenas que se você estiver por lá e puder fazer o mesmo, vale muito a pena! O lugar se transforma e parece ser outro durante a noite. Dá pra ter uma vista bem legal da cidade e curtir o clima, que é de tranquilidade total.

E se você leu este post até aqui, eu queria te convidar pra ver um vídeo que fiz com todo o carinho do mundo pra mostrar pra você.
Geralmente vídeos são mais interessantes que imagens estáticas e texto, portanto, espero que você curta.
Vamos lá? É só apertar o play!



Gostou? Dá um joinha e compartilha com os amigues.
Segunda-feira tem mais mais post sobre BUE, falando sobre os lugares onde a gente comeu (e engordou e teve crise de consciência, rs).

P.s.: só pra deixar claro, o post reflete minha opinião, levando em conta meu gosto pessoal, sem nenhum "princípio turístico clássico". Fiz questão de romper com o que chamam de paradas obrigatórias e procurei conhecer a cidade do meu jeito, buscando o que eu gosto e o que me inspira.


Bjs do Math!

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