Curaçao


Quando eu era criança, meu sonho era ir “um pouco mais pra frente” de Patos de Minas/MG, cidade mineira onde meu pai nasceu e que foi, durante toda infância e adolescência, a minha fronteira neste mundo. Como minha família não tinha muita grana, aqueles pouco mais de 500km de Goiânia até Patos de Minas/MG com o intuito de visitar os familiares mineiros eram o limite das minhas possibilidades de viajar. Mas não de sonhar em viajar! Embora distantes, “andar de avião” e “conhecer o mar” eram os principais dos meus sonhos, os quais só pude realizar quando já era maior de idade! Ou seja, eu senti na pele a época em que o turismo, além de ser algo muito caro, era algo de muito status, e, consequentemente, para poucos. 
Hoje, aos 25 anos, depois de já conhecer dois terços dos Estados brasileiros e colecionar alguns carimbos no passaporte, percebo que as coisas estão mudando. Naturalmente, grande parte disso se deveu a certas condições favoráveis que me advieram, mas, sem dúvidas, também está relacionado ao fato de que o item “viagem” tem passado a compor a “cesta básica” da classe média brasileira. Facilidades como o financiamento de viagens e passagens aéreas em 24 e até 36x, lojas das principais companhias aéreas em estações de trem e metrô, agências de turismo espalhadas por todo o país, desburocratização de procedimentos para concessão de vistos, popularização dos canais de divulgação de viagens, entre outros, são alguns dos fatores que têm estimulado cada vez mais a difusão do turismo para nós brasileiros.



Apesar de tudo isso, é fato que ainda existem muitas pessoas que não se desprenderam da ideia de que o turismo é algo inacessível. Me lembro de quando voltei da minha primeira viagem ao exterior, para o Caribe, e um conhecido logo me julgou: “tá podendo, hein! Viagem para o Caribe...”. Mal sabia ele (e eu fiz questão de informá-lo, pois supus que ele não fazia ideia) que minha viagem tinha custado menos que o que ele havia gastado com as quatro novas rodas para o carro dele. Nesse ponto, acho que ainda falta mais divulgação do turismo acessível, e, claro, esta é uma das intenções desta coluna. Tudo bem que tem gente que simplesmente não gosta de viajar e pode até mesmo achar que é melhor investir seu dinheiro em infinitas outras coisas, como “rodas para o carro”, mas, pro bem do desenvolvimento do país (o turismo ainda tem muito potencial para ser explorado, gerar riquezas para o Brasil e cultura para o nosso povo), acredito que é preciso desmistificar de vez essa história de que o turismo é pra poucos e que obrigatoriamente se gastam rios de dinheiro para viajar. Como dizia uma propaganda do Ministério do Turismo, “Se você é brasileiro, está na hora de conhecer o Brasil”. Sendo mais ousado, eu diria “Se você é terráqueo, está na hora de conhecer o planeta”.

 

Ainda assim o turismo parece algo distante de você? Então está na hora de rever seus conceitos. Na próxima postagem vamos conversar um pouco sobre possibilidades de, sem gastar tanto, tornar sonhos de viagem em inesquecíveis experiências reais pra vida inteira, assim como foi minha viagem para Foz do Iguaçu/PR. 

2 comentários

  1. De fato, hoje em dia com a queda dos preços de passagens aéreas, a presença cada vez mais marcante de companhias aéreas "Low Coast" no mercado, torna-se mais real a possibilidade de viagens de sonhos tornar-se um projeto real e executável. Há mil e uma formas de poupar dinheiro nas viagens... é preciso pesquisar e conversar com pessoas que costumam viajar e ler sobre o destino de forma a prever e elaborar um plano de viagem econômico.

    Parabén pelo blog.
    Aproveito para te convidar a cohecer o Projeto Moda. Um abraço luso-brasileiro.

    www.projetomoda.com

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  2. É verdade, Renaldo. Há muitas maneiras de conhecer e aproveitar lugares fantásticos sem detonar a conta bancária. Na próxima postagem vou comentar algumas dicas que usei na econômica viagem que fiz a Foz do Iguaçu, um dos destinos turísticos mais visitados do Brasil e vistos por muita gente ainda como inacessível.

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